EDP e a ENGIE unem forças para criar líder mundial na energia eólica offshore

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EDP e a ENGIE unem forças para criar líder mundial na energia eólica offshore

Terça-feira 21, Maio 2019

António Mexia, CEO da EDP e presidente da EDP Renováveis (EDPR), e Isabelle Kocher, CEO da ENGIE, anunciam hoje a assinatura de um Memorando de Entendimento estratégico para criar uma joint-venture controlada em partes iguais (50/50) no eólico offshore, fixo e flutuante. A nova entidade será o veículo exclusivo de investimento da EDP, através da sua subsidiária EDP Renováveis (EDPR), e da ENGIE para oportunidades eólicas offshore em todo o mundo e passará a ser um dos cinco maiores operadores a nível global na área, combinando a competência industrial e a capacidade de desenvolvimento das duas empresas.

Segundo os termos do Memorando de Entendimento, a EDP e a ENGIE combinarão os seus ativos eólicos offshore e os projetos em desenvolvimento na recém-criada joint-venture, iniciando com um total de 1,5 GW1 em construção e 4,0 GW2 em desenvolvimento, com o objetivo de atingir os 5 a 7 GW3 de projetos em operação ou construção e 5 a 10 GW3 em desenvolvimento avançado até 2025.

Para a EDP e a ENGIE, a energia eólica offshore está a tornar-se uma parte essencial da transição energética global, conduzindo ao rápido crescimento do mercado e ao aumento da competitividade. As empresas acreditam que a criação de uma entidade de maior escala e uma equipa totalmente dedicada, com um potencial de desenvolvimento de negócios global e uma forte capacidade de gerar contratos de aquisição de energia (PPA), irá acelerar o crescimento da sua carteira de ativos e assegurar uma operação mais eficiente, garantindo ainda uma parceria estável.

A joint-venture terá como alvo prioritário mercados na Europa, nos Estados Unidos e algumas regiões da Ásia, de onde se espera que venha o maior crescimento. A joint-venture tenciona ser autofinanciada e os projetos que a desenvolver irão respeitar os critérios de investimento de ambas as empresas.

Esta ambiciosa aliança segue-se a uma bem-sucedida colaboração que durante cinco anos uniu a EDPR e a ENGIE como parceiros de um consórcio nos projetos eólicos offshore fixos de Dieppe Le Tréport e Yeu Noirmoutier (França) e de Moray East e Moray West (Reino Unido). A EDPR e a ENGIE são também parceiras em dois projetos eólicos offshore flutuantes em França e Portugal e participam em conjunto no concurso para o eólico offshore de Dunquerque, a decorrer em França.

“É com enorme satisfação que anunciamos esta aliança estratégica com a EDP, com a qual temos cooperado desde 2013. Há expetativas de que o setor eólico offshore cresça de forma muito significativa até 2030. A criação desta joint-venture irá permitir-nos agarrar oportunidades de mercado enquanto aumentamos a nossa competitividade num dos nossos fatores-chave de desenvolvimento, as energias renováveis. Este acordo também está totalmente alinhado com a estratégia de transição zero-carbono da ENGIE”, afirma Isabelle Kocher, CEO da ENGIE.

"Este acordo para o eólico offshore representa um importante passo na estratégia da EDP para as energias renováveis. Estamos totalmente comprometidos com a transição energética e com um futuro mais sustentável, como demonstram as metas ambiciosas anunciadas no nosso Strategic Update. Estamos confiantes de que esta parceria irá reforçar a nossa posição distintiva nas renováveis, permitindo-nos acelerar o ritmo no eólico offshore, um dos principais vectores de crescimento na próxima década", afirma António Mexia, CEO da EDP. 

A execução do projeto está sujeita aos respetivos processos de aprovação social, corportativo, legal, regulatório e contratual. O objetivo é que a joint-venture esteja operacional até ao final de 2019.

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1 Corresponde a 100% da capacidade dos projetos: Moray East (950MW), Wind Float Atlantic (25MW), SeaMade (487MW)
2 Corresponde a 100% da capacidade dos projetos: Moray West (800-950MW), Tréport & Noirmoutier (992MW), Leucate (24MW), Mayflower (1500MW), B&C Wind (400MW), Califórnia (100-150MW)
3 Correspondente a 100% da capacidade de projetos