Estratégia de rotação de ativos impulsiona os lucros líquidos de 343 milhões

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Estratégia de rotação de ativos impulsiona os lucros líquidos de 343 milhões

Quarta-feira 24, Julho 2019

Os lucros aumentaram 9% para 1005 milhões de euros O EBITDA registado foi de 961 milhões de euros (+40% interanual). Durante o primeiro semestre de 2019, o portefólio de ativos operacionais da EDPR aumentou 720 MW para 11,8 GW repartidos por 11 países.

Madrid, 24 de julho de 2019: A EDP Renováveis (Euronext: EDPR), líder mundial no sector das energias renováveis, e uma das maiores produtoras de energia eólica do mundo, anunciou hoje que, a 30 de junho, a empresa geria uma carteira de ativos em operação com 11,8 GW, com uma média de idade de 8 anos, repartidos por 11 países diferentes, dos quais 11,4 GW estavam totalmente consolidados e 371 MW o estavam pelo método de equivalência patrimonial. Nos últimos 12 meses, a carteira da EDPR aumentou 720 MW, designadamente 318 MW na América do Norte, 266 MW na Europa e 137 MW no Brasil. A 30 de junho de 2019, a empresa tinha 1,3 GW em construção, dos quais 993 MW correspondiam a projetos onshore e 330 MW de participações de capital em projetos offshore e flutuante.

Entre janeiro e junho de 2019, a EDPR forneceu 16,2 TWh de eletricidade verde (+5% interanual), evitando 11 milhões de toneladas de emissões de CO2. A evolução interanual foi afetada por recursos eólicos abaixo da média compensado com os aumentos de capacidade nos últimos 12 meses (+680 EBITDA MW interanual). O preço médio de venda aumentou 5% interanual, impulsionado pela recuperação de preços na Europa ocidental e por preços mais altos obtidos em Espanha, nos EUA e pela taxa de câmbio.
 

Resultados operacionais

Em resultado de uma menor produção eólica (-1pp interanual; -€28 milhões interanual), de uma maior capacidade (+6% média MW; +€71 milhões interanual) de um preço de venda médio mais elevado (+5% interanual; +€29 milhões interanual), de um impacto positivo dos efeitos cambiais (+€27 milhões interanual) e o término das estruturas fiscais de capital específicas dos PTCs a 10 anos (-€ 22 milhões interanual), os lucros foram de € 1005 milhões (+9% interanual).

Os restantes proveitos operacionais foram de € 253 milhões (+ € 198 milhões interanual), com uma evolução interanual a refletir os ganhos obtidos da alienação de uma carteira de 997 MW, anunciada em 19 de abril.

Os custos de exploração foram de € 297 milhões (+1% interanual) e exclui € 23 milhões da aplicação de IFRS16 (rendas e locações).

Consequentemente, o EBITDA foi de € 961 milhões (+40% interanual) e o EBIT atingiu os € 667 milhões (vs € 427 milhões no 1.º semestre de 2018), com o IFRS16 a registar um aumento das depreciações em € 17 milhões no mesmo período. Os encargos financeiros líquidos aumentaram para € 189 milhões (+€ 56 milhões vs. 1.º semestre de 2018) com a comparação interanual a ser afetada pelos ganhos de € 15 milhões contabilizados no 1.º trimestre de 2018 da alienação de uma participação num projeto offshore no Reino Unido e por € 14 milhões do tratamento de novas locações ao abrigo do IFRS16 no 1.º semestre de 2019, juntamente com uma dívida média superior.

Os resultados líquidos entre janeiro e junho dispararam para 343 milhões de euros (+147 interanual). No período em análise, os interesses que não controlam situaram-se nos € 91 milhões, diminuindo € 10 milhões interanual em resultado de uma performance operacional ao nível dos parques eólicos.

No final do exercício, a dívida líquida totalizou € 3728 milhões (+€ 668 milhões vs dezembro de 2018), refletindo, por um lado, os ingressos gerados pelos ativos e, por outro, os investimentos feitos nesse período e a conversão em moeda estrangeira. As despesas com parcerias institucionais atingiram os € 1178 milhões, refletindo os benefícios captados pelos projetos e parceiros de «tax equity» (-8% vs. dezembro de 2018 em USD).