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Zarpou a última plataforma do primeiro parque eólico flutuante semi-submergível do mundo

Quinta-feira 28, Maio 2020
  • A plataforma irá viajar da cidade galega de Ferrol até à sua localização definitiva, a 20 km da costa de Portugal.
  • As duas plataformas anteriores - que albergam o maior aerogerador marítimo do mundo sobre base flutuante - já estão completamente instaladas no parque eólico e produzem energia para a rede elétrica lusitana.
  • Com uma capacidade instalada total de 25 MW, o WindFloat Atlantic é o primeiro parque eólico flutuante da Europa continental.

Lisboa, 28 de maio de 2020: O projeto WindFloat Atlantic dá um dos últimos passos para passar a estar totalmente operacional. A última das três plataformas com uma turbina já instalada que compõem este projeto partiu hoje do porto de Ferrol até ao seu destino definitivo, a 20 km da costa de Viana do Castelo em Portugal, numa viagem com a duração de três dias.

Esta operação será concluída quando esta última unidade se acoplar ao sistema de amarração previamente criado e se ligar ao resto do parque eólico marítimo. A terceira plataforma será instalada junto às outras duas unidades que já estão operacionais e fornecem energia à rede elétrica de Portugal.

O transporte de cada uma das três estruturas flutuantes que compõem o WindFloat Atlantic constitui um feito em si mesmo, dado que evita a necessidade de contar com um navio rebocador especializado e facilita a sua replicação.

A estrutura flutuante —com 30 m de altura e uma distância de 50 m entre cada uma das suas colunas— permite albergar os maiores aerogeradores do mundo instalados numa superfície flutuante, com uma capacidade de produção de 8,4 MW cada. Depois de instaladas as três plataformas no parque eólico que, com os seus 25 MW de capacidade instalada, poderá gerar energia suficiente para abastecer o equivalente a 60 000 utilizadores por ano. O WindFloat Atlantic poderá poupar quase 1,1 milhões de toneladas de CO2.